Home Data de criação : 07/10/06 Última atualização : 08/05/12 21:14 / 46 Artigos publicados
 

Entrevista com Detonautas  escrito em terça 11 dezembro 2007 18:46

A banda carioca Detonautas, está na ativa faz tempo, conseguindo se estabelecer e se tornar uma das maiores bandas brasileiras da atualidade.
O grupo que é formado por Tico Santa Cruz (vocal, violão) , Fábio Brasil (bateria) , Cleston (percussão, pick - ups) , Tchello (baixo) e Renato Rocha (guitarra, vocais) , anda rodando o Brasil trabalhando no seu mais recente álbum e promete outro para o próximo ano.
Confira o papo com o guitarrista Renato Rocha.


_Vocês estão no processo de composição do novo disco?
Já estamos com o repertório todo pronto, apenas finalizando a pré produção. Em breve entraremos em estúdio para gravarmos o quarto disco, que já tem nome :  O Retorno de Saturno.


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Qual foi a coisa mais engraçada ou esquisita que aconteceu nesses anos todos de estrada?
Como viajamos com uma equipe grande mais a banda, as história são muitas. Tombos nos palcos, presentes estranhos, situações inusitadas e coisas impublicáveis aconteceram (e acontecem) ao longo desse tempo todo.


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Vocês todos tem blogs na internet. A banda é muito ligada nesse veículo de comunicação?
Sim, usamos muito a grande rede para nos aproximarmos de quem nos acompanha. Temos um site bastante completo, com uma comunidade chamada Roque Clube, onde a galera participa ativamente e onde trocamos muita informação com nossos fãs.


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O vocalista Tico Santa Cruz, escreve bastante sobre política e outros temas da sociedade. O resto da banda tem muito interesse sobre esses temas?
Alguns se interessam mais do que outros. E como somos uma banda, podemos equilibrar bem as coisas. Já que o Tico é bastante politizado e ativo nesta área, o Tchello escreve sobre outros assuntos de uma maneira muito pessoal. Eu falo do dia-a-dia na estrada e sobre os shows. Fabinho e Cleston também mostram seus olhares sobre nosso universo. Mas o importante é sabermos equilibrar todas essas visões e respeitarmos nossas diferenças em prol da banda.


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O cd 'Psicodeliamorsexo e Distorção' , tem várias letras que falam sobre temas amorosos. Algumas pessoas já rotularam a banda por causa disso?
Provavelmente sim, mas nada que nos afete ou nos faça mudar de rota. E não falamos apenas de amor. Comportamento, política, cotidiano... todo que percebemos e vivemos pode ser tema de alguma canção.


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De onde surgiu a idéia de lançar o livro 'Mais Além' ?
Nosso blog era praticamente um diário em tempo real das nossas turnês e compromissos e vimos ali uma oportunidade de fazermos um livro que não fosse uma biografia, até porque seria pretensioso e prematuro de nossa parte, mas sim um apanhado dos melhores textos, com uma linguagem pop interessante, com quadrinhos, muitas fotos de nossos arquivos e coloboração de pessoas importantes para o Detonautas. Daí veio o Mais Além.


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O que vocês tem ouvido ultimamente?
Ouço quase tudo. Rock, blues, jazz, clássico, MPB...  Cada gênero tem seu momento. Estou ouvindo muito discos pra ninar, já que minha filha tem apenas 4 meses! Ela adora o Beatles for Babies e o Beethoven for Babies também.


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Na opinião de vocês, qual o show mais foda que já fizeram?
São vários. Difícil escolher um. Há pouco tempo fizemos nossa estréia no Circo Voador e foi magnífico. Sai de lá com a alma lavada.


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Vocês acham chato ir num programa de tv e fazer 'playback' ou faz isso parte?
É chato e faz parte. Claro que preferimos tocar ao vivo sempre que possível. O bom é que nimguém corre o risco de errar e não temos que carregar todos nossos equipamentos de palco.


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A banda fez recentemente um show no Gas Festival. Gostaram do que viram, a estrutura, o evento em si?
Sim, estava tudo ótimo. Foi um grande show.


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Finalizando, quais as expectativas para o 2008 do Detonautas?
Vamos gravar o disco novo, O Retono de Saturno, logo no início do ano e não vejo a hora de pegar a estrada e mostrar essas novas músicas ao vivo. É o que me mantém vivo : TOCAR.

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Entrevista com Glória  escrito em sábado 08 dezembro 2007 18:57

A banda Glória é uma das maiores, senão a maior força do underground brasileiro atualmente. Tem na sua atual formação Mi (berros e vocal), Elliot (guitarra e vocal), Peres (guitarra), Fil (bateria) e Jonis (baixo), e está trabalhando a todo vapor no novo disco, ainda sem data para lançamento.
Confira o papo com o baterista Fil.


_Vocês acham importante trabalhar esse lado da internet, como fotolog, orkut, etc?
Com certeza, internet hoje em dia é a maior arma pra divulgação, corre o mundo todo, atinge milhares de pessoas.


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Qual a viagem mais longa que essa nova formação já fez?
Putz, fora do Estado com essa formação tocamos em Jaraguá do Sul, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. A viagem mais longa em relação a distância foi Brasília, que se não fosse o avião ficaríamos moídos, mas a viagem mais longa em relação a tempo no lugar foi pro Rio, fizemos 5 shows lá se não me engano.


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Os integrantes novos já se conheciam anteriormente?
Eu já conhecia o Peres, já tinha visto ele em vários shows e também tocando no Indene. O Elliot eu só vi Indene, não conhecia ele além disso.


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Qual é o maior vício de vocês?
Vício? Putz... no momento não nem vício na verdade mas deve ser tocar, trampar as coisas da banda no geral. Acho que é bem por aí mesmo.


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Na opinião de vocês, qual o show mais foda que o Glória já fez?
Dos shows que eu toquei, alguns foram bem foda, Via Funchal, Gravação do Dvd do Buda, e os shows no Hangar 110.


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Conte como anda o processo de prdução do novo disco.
Estamos a 5 meses tocando todo dia, começando as músicas do zero mesmo, no momento já gravamos bateria e baixo das músicas, falta ainda gravar guitarras de 3 músicas e o vocal.


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Existe alguma música do Glória que vocês, digamos... menos gostam?
Pra mim não, eu era fã da banda antes de entrar nela, então curto acho que todas as músicas.


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Alguém tem algum trampo além da banda?
No momento o trampo é a banda.


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'Emocore'. Não ligam de chamarem a banda assim?
Eu particularmente já liguei, quando rolava da galera nem ouvir e rotular, mas hoje em dia acho que o Glória já conseguiu provar muita coisa pra muita gente e consequentemente ganhou muito respeito. Acho que nunca mais vi chamarem de 'emo' a banda.


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Vocês gravaram o Dvd 'Buda Produções' recentemente. Como foi a preparação pra isso? Ficaram muito nervosos?
Cara, acho que no geral a preparação foi normal como a de todo show, até pra relaxar mesmo, subir no palco e tocar igual tocamos, claro que ver 3, 4 mil pessoas agitando na hora do show, foi marcante e deu um gás a mais, mas a adrenalina tava alta e nem deu muito tempo pra ficar nervoso.


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Qual a expectativa para a abertura do The Used?
Acho que acima de tudo é um show importante pro Glória, pela expectativa de reunir muita gente, etc, etc e outra por tocar no mesmo show de uma banda que influencia o Glória. Tem basicamente o mesmo estilo de som também.
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Entrevista com Doyoulike?  escrito em quarta 05 dezembro 2007 21:08

A banda gaúcha Doyoulike?, que é formada por Z(guitarra, voz), Érico(guitarra,voz), Neko(bateria) e Gulis(bateria), faz um rock rápido, direto e sem frescuras.
Eles estão com seu primeiro EP no mercado, nomeado de 'Até Onde Meus Pés Aguentarem', disponibilizado para download no Trama Virtual.
Confira o papo com o vocalista Z.


_Como surgiu este nome pra banda?
No início, o projeto 'doyoulike?' era pra ser uma banda exclusivamente de cover. Todos nós tinhamos outras bandas. Criamos a doyoulike? para nos divertirmos e abrir os shows de bandas maiores, tocando apenas músicas de bandas como Deluxe Trio, Discoteque, The Get Up Kids, Noção de Nada, etc... E para ocupar maior espaço nos cartazes de show, decidimos colocar um nome muito estravagante e grande, pois a idéia realmente era levar a diversão como única meta. O nome era 'doyoulikethefreestylewayoflife?'. Tudo junto mesmo, hehehe. Mas como o projeto cover começou a virar projeto principal, alteramos o nome para doyoulike? apenas.


_
Vocês vem do Rio Grande do Sul, onde a cena de rock é bem forte. Vocês tem bastante púlblico no Sul?
A cena de rock aqui é forte no sentido no sentido que existem muitas bandas de rock na batalha por aqui. É que existe uma linha tênue que divide a cena rock. As vertentes são um pouco distantes uma das outras ainda. Por exemplo, você não vê ocorrer um show onde dividam o palco, bandas que tocam um som mais puxado para o brith rock e uma banda de hardcore por exemplo. Mas temos notado que o púlblico que gosta de rock, de uma maneira geral, tem aumentado bastante. Inclusive nosso púlblico tem aumentado de uma forma acelerada. A cada show que realizamos, é notável a presença de caras novas em frente ao palco. E o que nos deixa mais felizes é que estamos conseguindo conquistar um púlblico muito diferente do qual estávamos acostumados a atingir com nossas antigas bandas. Hoje em dia você vê aquela menina de 13 anos, que oviu doyoulike? porque nos conheceu na revista Capricho no início do ano, até aquele menino de 20 e poucos anos usando um terninho do vô cheio de bottons do Artic Monkeys. E isso é absolutamente fantástico.


_
Como se conheceram?
Como eu comentei anteriormente, cada um de nós tinha uma banda diferente antes de montar a douyoulike? . O Gulis tocava na banda 'Vettoratos' que está aí na correria até hoje. O Érico ainda é vocalista da banda 'Aster'. Eu(Z) e Neko, tocávamos na extinta banda 'Napalmy'. Nossas bandas dividiam palco a muito tempo já. Devido a isso foi inevitável o início de uma amizade entre nós todos. E com a amizade vem as conversas em mesas de bar, os ensaios em conjunto e quando a gente percebeu estávamos conversando sobre a idéia de montar uma banda cover. Agora estamos aí, mais amigos do que nunca. Uma verdadeira história de amizade nascida por causa da música. Hoje em dia, o Érico e o Gulis dividem o mesmo apartamento com o Lebra(vocalista da banda Vettoratos) e o Guma(vocalista da banda Decifre). De conhecidos de banda passamos para praticamente uma família.


_
Vocês recentemente, lançaram o Ep 'Até Onde Meus Pés Aguentarem', inteiro pra download no Trama Virtual. Como foi produção deste Ep e de onde surgiu a iniciativa de soltar o álbum todo para download?
A produção do Ep foi a mais idependente possível. Juntamos uma grana, entramos em contato com um grande amigo nosso(Diego, ou simplesmente Goo. Baixista da banda My. soundtracked. life. Grande músico e produtor), nos trancamos na casa dele e gravamos tudo em um home estúdio. Quando digo home estúdio, leiam no sentido literal da coisa. Gravamos no quarto dele, no pc dele, no final de dezembro de 2006. Fizemos os encartes numa gráfica, mandamos serigrafar alguns cds, tipo cd -r mesmo e montamos tudo de uma maneira artesanal. A idéia era de fazer algumas cópias para vender em shows e futuramente pôr o material todo para download, visto que hoje em dia a maior aliada de uma banda independente é a internet. E foi exatamente o que aconteceu. Vendemos mais de 200 cópias em shows, tivemos um número grande de downloads desde o lançamento da primeira música até agora. Chegamos a fazer do top 5 do Trama, raking das músicas mais ouvidas no site, com duas músicas. 'Primeiro Dia' em primeiro lugar e 'Sem Letra, Sem Refrão' em terceiro. E a idéia para o próximo cd é a mesma ainda, vamos prensar o cd em alguma fábrica, vender a um preço MUITO barato e aos poucos ir disponibilizando material pela internet.


_
Vocês já abriram alguns shows para a Fresno. Qual é o lado positivo e o lado negativo de abrir pra bandas 'grandes'?
Olha, na verdade o único lado negativo é que você sabe que a maioria da galera que está ali não está ali para ver a sua banda e você corre o risco de não agradar a grande maioria. Mas isso acaba se tornando um ponto à favor, se você souber administrar o nervosismo e conquistar a galera. Fizemos um show no bar Opinião(uma das maiores casas de show de Porto Alegre) com a Fresno, que nos trouxe uma resposta enorme e até hoje colhemos frutos daquele evento. Acho que é tudo uma questão de saber administrar as oportunidades e tirar o maior proveito delas. No final, os pontos negativos, se é que existe algum que seja realmente relevante, acabam se tornando positivos.


_
Vocês já passaram por algum perrengue durante esses anos de estrada?
Muitos. Estrada sempre é sinônimo de perrengue. Frio, fome, sono, saudade, cansaço. Mas quem é músico e vive disso, sabe que esse 'sofrimento' (se é que posso chamar assim) vale muito a pena. Para quem não ama a música, talvez essa relação perrengue/estrada possa soar meio masoquista, hehehe. Mas isso é puro amor á música. Por exemplo, quando fomos selecionados para tocar no evento 'No Capricho', que foi produzido pela revista Capricho, lá no Rio de Janeiro passamos um sufoco atrás do outro. Para começar a gente não tinha grana para ir para o Rio. Conseguimos o patrocínio da produtora Makaha, aqui de Porto Alegre, que bancou as passagens de avião. Faltando dois dias para o evento, não tinhamos onde passar o final de semana ainda. Conseguimos entrar em contato com o pessoal da banda Opallas e ficamos na casa do baixista. Conversamos com eles via comentário de fotolog e foram muito cordias conosco nos dando toda a assistência que a gente precisava. Acabamos conhecendo o dono da casa somente no dia, isso já no Rio. Chegamos lá com alguns trocados no bolso e passamos o fim de semana comendo pastel folhado e suco de saquinho. Foi uma das melhores experiências que a gente teve. Saudade daquele perrengue. hehehe.


_
No ponto de vista da banda, é importante essa interação com o púlblico via fotolog, orkut, etc?  
Pô, com certeza. É de extrema importância. A gente valoriza muito isso, pois aproxima muito a relação púlblico/banda. Nós estamos sempre ligados ao fotolog, orkut, emails. Se hoje a gente está conseguindo chegar a algum lugar, devemos a esse contato bem próximo a galera. Fizemos muitas amizades graças a internet. De certa forma, essa interação também funciona como um termômetro. E achamos importantíssimo responder as perguntas da galera ou qualquer tipo de comentário, isso demonstra o mínimo de atenção que a banda tem com o púlblico. Devemos tudo ao nosso púlblico, então esse contato é o mínimo que podemos fazer. Estamos sempre abertos pra conversar com todo mundo. Ninguém é melhor que ningúem e ter uma banda não significa que agora a gente precise se afastar do púlblico pra criar aquele estigma babaca de 'ídolo'. Esperamos manter sempre esse tipo de contato.


_
Já rotularam muito a banda? Tipo 'emo', 'pop' e o escambau?
Sempre tem alguém que sente a necessidade de rotular. No início era mais forte. É fácil,  quando o cara não entende ou nem quer entender o som de uma banda, basta olhar para a roupa, ler um trecho de uma música qualquer e rotular com algo que seja mais próximo. Nem levamos esse tipo de coisa a sério. Se nos chamam de emo, maravilha, somos emo. Não muda nada entende? Sem falar que já um tema cansado. Mas é compreensível. A mídia e as pessoas em geral sentem uma necessidade bem grande de separar as coisas em gavetas e etiquetar, talvez para se sentir parte de um grupo ou uma tribo. E quando não encontra um grupo pra fazer parte a solução é achar um grupo para ridicularizar, distorcer e tirar sarro. O emo por exemplo. Não quero entrar no mérito do termo emo, pois teria que citar todas as bandas da década de 90 que estão envolvidas com o 'emotional hardcore', que não tem nada a ver com o termo utilizado hoje em dia. Mas para finalizar a parte dos grupos. Se você não faz parte dos emos, você tira sarro, logo é do grupo 'anti-emo' e pronto. De qualquer forma acaba sendo parte de um grupo e acaba encontrando sua gaveta etiquetada. Sempre haverá alguém pra rotular algo de alguma coisa.


_Na opinião de vocês, qual o show mais foda que já fizeram?
Na verdade são dois que foram muito marcantes. O nosso primeiro show. Foi em um bar muito pequeno, havia muita gente e não havia palco. Estávamos tão próximos da galera e por ser o primeiro show a empolgação foi enorme. Um calor humano literalmente.
E outro show que marcou bastante foi quando tocamos no bar Opinião com a Fresno e Tópaz. Primeiro porque somos muito amigos das duas bandas, rolou um clima muito de amigos fazendo uma sonzeira na maior casa de shows de Porto Alegre. Casa cheia, muitos amigos que não víamos a muito tempo e uma grande produção no evento. Foi sensacional. Duas datas que ficarão marcadas pra sempre em nossa memória.


_
Obrigado pela conversa.
Eu que agradeço pela entrevista e pelas perguntas bastante pertinentes. Desculpa se acabei falando demais, hehehe. Grande abraço e novamente obrigado pelo espaço.

Z e doyoulike? 
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Entrevista com KiLLi  escrito em domingo 02 dezembro 2007 21:52

A banda paulista KiLLi,tem 8 anos de existência e é formada por Ju(vocal),Tavinho(baixo),POu(bateria) e Paulo(guitarra,vocais).Esta com um novo Ep no mercado,disponibilizado inteiro para download na internet,nomeado de "Automático e Gradativo".
Confira agora o papo com o baterista POu.


_Como se conheceram e como foi o processo até o KILLi ser o que é hoje?
Nos conhecemos através de amigos em comum.A conversa rolou em um show do Bad Religion,no Olímpia,em 1999.A partir daí rolaram vários ensaios até nosso primeiro show em 2001,recheado de covers.Estamos com nossa formação atual desde outubro de 2006,com a entrada da Ju.


_
Como acham que a internet ajudou a banda a crescer?
A internet foi e é a melhor ferramenta para divulgar a banda.Muita banda surgiu e cresceu graças á internet.Mas isso é algo que acontece a pouco tempo.Quando começamos,nosso primeiro trabalho foi divulgado na forma de Fita Demo e a forma de divulgação era a venda direita nos shows.Não há como ter uma banda hoje sem um site,uma comunidade nos sites de relacionamento e até mesmo um fotolog.


_
Qual foi a sensação ao gravar o dvd "Buda Produções"?
Sensacional.Fazer parte de um projeto como esse foi umas das ótimas experiências que faltava em nossa carreira.Fico feliz de ver que o Buda está realizando um grande trabalho e levando com eles bandas como a gente.


_
Nos shows,é visivel que quem se identifica mais com as letras,é o púlblico feminino.Porque acham que isso acontece?
Acredito que essa identificação toda vem do fato da vocalista também ser uma "garota".Muitas pessoas procuram uma banda com a qual ela se identifique e expresse seus sentimentos,e nosso caso,assim como do Upset Kids e Condessa Safira,isso era esperado.


_
O que vocês tem lido e ouvido ultimamente?
Olha,eu leio muita coisa técnica,pois sou Químico,então acho que mesmo que eu citasse aqui,muita gente não iria entender.
Paramore,The Used,Dover,New Found Glory e Bad Religion são as bandas que tenho  acompanhado ultimamente.


_
Na opnião de vocês,qual o show mais foda que o KiLLi já fez?
Pra mim foi um que tocamos em Carapicuíba,num show que abrimos para o Dead Fish e CPM 22.Acredito que por volta de 10 mil pessoas e se envolveram com o show.É uma sensação muito boa ver as pessoas curtindo a sua música,ainda mais em um número tão grande.


_
A maioria das letras,fica á cargo de quem?
O Paulo é responsável por quase todas as letras.O Tavinho e eu,em nossos momentos de inspiração,também escrevemos alguma coisa,mas no final o Paulo acaba participando.


_
Tem atividades paralelas á banda?
Outra banda por enquanto não.Apenas trabalho como Químico.


_
Teve alguma confusão ou história engraçada que rolou em alguma turnê ou show?
A mais recente e engraçada foi um tombo que o Paulo levou em um show em Curitiba,logo na primeira música,mas mesmo assim não parou de tocar.Outras coisas aconteceram,como um dois pisar no cabo e desligar o baixo ou a guitarra,uma baqueta minha cair ou sair voando,um pedestal de pratos cair,etc.


_
Porque lançar um EP,ao invés de um cd inteiro pra lançar a estréia da Ju na banda?
Na verdade foram alguns motivos:
- com a internet,a venda de CD´s caiu muito ultimamente.Nossa idéia foi fazer um CD acessível que,aumentando a venda,aliado ás músicas disponíveis na internet,aumentariamos a divulgação das novas músicas e o bom trabalho que a Ju vem fazendo.
- todo o investimento feito com a gravação e produção do CD,como é um trabalho independente,é recuperado com a venda dos CD´s.Assim,mesmo com um valor menor,podemos recuperar de uma melhor maneira.


_
Obrigado pela conversa.
Nós é que agradecemos pela força! Valeu!
 
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Entrevista com Upset Kids - Parte 1  escrito em quarta 28 novembro 2007 22:11

A banda paulistana Upset Kids é formada por Iza(vocal),Drix(guitarra),Duknl(bateria),Rapha(guitarra) e Ninja(baixo).
Estão com uma música nova no TramaVirtual,que por sinal,está sendo muito bem recebida pelo púlbilico.
Nesta entrevista,a banda fala sobre música,esportes e tudo o mais.
Confira agora,a primeira parte da entrevista com o Upset Kids.



_Como foi o começo da banda?
Ninja_Essa eu passo pro Drix.

Iza_Bom,eu entrei na banda em Julho de 2007,mas a Upset já está na estrada desde 2001.O "meu" começo na banda não foi difícil porque me dou muito bem com os meninos.

Rapha_Drix,essa é pra você.

Drix_Olha,eu nem sei o que pode ser o começo,se é quando alguém vira pro outro em 2001 e fala:
-Vamos montar uma banda?
-Vamos!

Ou se é aquela hora em 2004 que a conversa é:
-Ow...porque a gente não começa a ensaiar mais,faz músicas,shows,grava um cd e vira uma banda de verdade?

Ou seria em 2007,logo depois de mudar quase toda a formação a conversa vira:
-E aí pessoal,vamos começar do zero?

Seja qual for,o começo é sempre um punhado de força de vontade,muito suor e correria.


_
Quais bandas vocês pagam um pau?
Ninja_Avenged Sevenfold pra mim vem antes de qualquer outra.

Izah_PARAMORE pra mim vem antes de qualquer outra.

Rapah_Coletivamente a gente gosta dessas bandas novas de metal moderno,tipo Avenged Sevenfold,Bullet For My Valentine e outras mais.Mas cada um tem suas bandas preferidas,enfim são muitas bandas preferidas,enfim,são muitas bandas.

Drix_Nossa muitas,pra encurtar eu diria Estrela,Meg & Dia e Killswitch Engage! Mas é que eu gosto de muitas coisa,para citar algumas,além das que o pessoal falou eu diria Queen,Jimmy Eat World,Alkaline Trio,Asian Kung-Fu Generation,Samiam,Mae,Easyway...Mas gosto de bandas nacionais também,adoro The Fourth Hate,Fake Number,Hy-fy,Killi(fase nova),Jolies,Condessa Safra,Espaçonave,Drive In...e eu poderia ficar o dia inteiro escrevendo mas já tá bom né?


_
Vocês praticam esportes regularmente? Ou são todos sedentários?
Ninja_Eu ando de skate há quase sete anos e ando de BMX também.Amo esportes extremos e sempre procuro me envolver bastante com o esporte.Atualmente eu a banda apoiamos a marca Thoca,que ajuda e incentiva deficientes físicos a praticar esportes,como um amigo meu,o Pedrinho,que perdeu parte da perna direita em um terrível acidente com o elevador do prédio em março deste ano.Hoje nós andamos juntos de skate.

Iza_Eu faço academia e todo dia vou e volto a pé da facu! haha

Rapah_Não praticamos nada,todos sedentários e alguns da banda nem sabem o que é esporte.

Drix_Quando eu fico sem dinheiro eu volto a pé dos lugares até em casa! Mas isso não é esporte né? Droga...


_
A internet é importante para o trampo de vocês? Quem fica mais conectado?
Ninja_O Drix,o Rapha e eu estamos sempre online.Principalmente o Drix e eu,que trabalhamos com isso.No mínimo,das 8 horas ás 20 horas.O e-mail rola solto!

Iza_Apesar de não trabalhar ainda e não ter computador,a internet é indispensável pra mim,não só para pesquisas e trabalhos da facu como também por ser super útil na divulgação da banda.

Rapah_Com certeza,a internet é nosso principal meio de divulgar nosso trabalho,hoje ela  é acessível a quase todas as pessoas e isso facilita e muito a galera ter acesso a nosso som.Todos usamos internet todos os dias,só a Iza que usa menos,mas ainda sim trocamos e-mails o dia inteiro.

Drix_
Importantíssimo! O fato de você poder ouvir as músicas de graça de qualquer lugar que você esteja conectado é ótimo! O poder de alcance que a música tem é muito grande,com a internet que abre mais portas então nem se fala.A gente recebe visitas de pessoas de vários lugares do mundo no nosso myspace,sem internet como essas pessoas iriam conhecer a gente?
Acho que eu e o Ninja somos os mais nerds mesmo.


CONTINUA...



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