Confira agora o papo com a banda.
_Como se conheceram e qual foi o processo de formação da Pública?A formação da banda já mudou bastante desde a original, mas tudo começou na faculdade de Jornalismo, onde o Pedro montou a Pública junto a outros colegas, um deles, o João Amaro, que na época era o baixista, depois assumiu os pianos. A partir daí, quanto mais a banda crescia os músicos que realmente queriam seguir a carreira acabavam ficando e os outros que tinham interesses maiores saíam, sempre amigavelmente, para o ingresso de outros músicos (Cachaça foi o primeiro a entrar, depois o Guri e por último o Guilherme). Nunca houve seleção nem nada parecido, os integrantes entraram sempre pro afinidades musicais e amizade. A cada novo integrante a Pública foi ganhando uma sonoridade mais personalizada, devido as influências que cada um trouxe para a banda.
_O vocalista da Fresno, Lucas Silveira, disse recentemente em uma
entrevista que aposta muito na banda de vocês. Como reagem a
comentários como este?
Reagimos, primeiramente, com uma gratidão
muito grande pelos companheiros de carreira, e amigos, neste caso,
e sempre com humildade para poder evoluir cada vez mais, nunca
achamos que estamos no nosso máximo, por isso, a cada
comentário desse tipo a gente percebe que pode fazer cada
vez mais. Como se fosse um empurrão. Sempre aproveitamos
para crescer e dar passos a frente.
_O disco 'Polaris' foi gravado em um sítio em Três
Coroas, interior do Rio Grande do Sul. Poruqe escolheram este local
para a gravação?
Escolhemos por
dois motivos, um deles é o fato de conseguirmos texturas e
timbres mais peculiares do que em um estúdio preparado para
as freqüências que recebe, lá, tudo seria novo e
diferente de qualquer outro estúdio. Segundo pelo fato do
isolamento e preocupação artística. Isso
sempre favorece, pois a banda fica junta, reúne
inspirações e trabalha todo dia só pensando em
música e no disco.
_Qual nome da cena de rock
gaúcha vocês
destacariam?
Um
único nome é difícil dizer, mas uma banda
nova, de integrantes já maduros, é a Locomotores, que
recentemente lançou seu primeiro álbum, que é
um baita disco.
Mas não tem como não citar os Superguidis, Cartolas,
Identidade... Ah, e os Damn Laser
Vampires!!!!
_Como foi pra vocês
serem indicados para VMB? Isso abriu muitas portas para a
banda?
Abriram-se
várias portas, primeiro que, cada vez mais, a banda toma seu
lugar no rock nacional, e com uma indicação dessas o
espaço vai ficando maior. As rádios daqui do Sul
começaram a tocar a banda, que no próximo mês
vai participar do Planeta Atlântida, festiva da rádio
Atlântida, conhecido nacionalmente. O lance das rádios
foi o mais forte, mas a reação das pessoas
também nos emocionou. Os mais próximos vibraram
conosco e os que não conheciam, ou eram mais distantes
acabaram por nos procurar e conferir o som. Fora o mês
inteiro de divulgação na
televisão...
_Qual a importância da internet para a
banda?
Muita. Nosso contato com fãs
é feito pela internet, que permite esse contato
próximo, o que torna a banda mais "humana". Isso feito
através de email e perfis do Orkut e Myspace. As
músicas estão disponíveis no site da
Tramavirtual,que, para quem não tem o disco ou não
consegue compra-lo, pode baixar ali. Tem o fotolog (/publicarock) e
o site (www.publicarock.com) que tem mais
informações da banda. É
indiscutível a importância da internet hoje em dia
para as bandas, a gente usa ela para espalhar nossa musica, assim
como todas outras fazem e devem. Não usamos ela para nada
muito inovador, mas usamos massivamente para
divulgação da
Pública.
_
Como foi o processo de produção e
gravação do clipe 'Longplays'
?
Foi muito prazeroso, por que era quase como se fosse um
desafio. Nos outros clipes a banda sempre participou da
produção e criação do roteiro, mas
nunca havíamos assumido a direção. Em Long
Plays fizemos a produção e roteiro e resolvemos
assumir a direção, pois achávamos que
estávamos prontos para isso. Corremos atrás de
produtoras que nos acompanhassem no trabalho, encontramos a
Capitão Araújo, que assumiu a
co-direção (Gabriel Caruccio) e Fotografia
e Edição (Deni Barbosa). Claro que
existe sempre uma turma que nos acompanha auxiliando o resto das
coisas (maquiagem, figurino e etc..).
A escolha dos personagens veio junto com as idéias do
roteiro. Chamamos nosso amigo Malásia (Ultramen), para o
papel principal, que topou na hora, sem duvidas. O vendedor de
discos (Carlinhos Carneiro – Bidê ou Balde) foi uma
escolha fácil, até por que o papel principal era pra
ser do Carlinhos, mas devido à sua "retirada" de barbas e
melenas compridas, resolvemos transferir o papel, tudo na
boa.
_Já
estão no processo de composição de um eventual
novo disco?
Sim, estamos em fase de escolha do repertório.
Temos já uma boa idéia do que vai sair por aí.
Vamos trabalhar bem com a estética dele assim como os
arranjos, que serão bem diferentes do Polaris. Mas sempre
com a personalidade da banda muito presente. Esperamos que
até o fim de 2008 ele já esteja nas
lojas.




