Home Data de criação : 07/10/06 Última atualização : 08/05/12 21:14 / 46 Artigos publicados
 

Entrevista com Fake Number  escrito em terça 18 março 2008 23:43

Considerada a banda revelação da cena underground no ano passado, a Fake Number, que conta com Elektra Mosley (Vocal), Pinguim (guitarra), Diablo (baixo), Gah (guitarra) e Tony (bateria), inicia 2008 com o pé direito. Em conversa com o News Rock, a vocalista Elektra fala sobre o começo da banda, sobre a relação com o selo Urubuz Records e sobre as músicas do próximo CD. Confira.


_Como se conheceram e qual foi o processo até formarem a Fake Number?

Nossa cidade (Lorena) tem um cenário muito pequeno, então todos meio que se conheceram porque cada um tinha uma banda e algumas vezes tocamos nos mesmos lugares. Algumas das bandas acabaram, ou trocaram de integrantes, então eu (Elektra) chamei o Tony pra montar a Fake Number, e logo depois entrou o Pinguim e o Diablo. Viemos a conhecer o Gah mais tarde, com a saída do antigo guitarrista, mas já morávamos em São Paulo.


_Muitas pessoas rotulam a banda sem ao menos ouvirem o som?

Sim, acho que isso acontece com todas as bandas, não só com a nossa! Muitas vezes as pessoas falam que não gostam, mas nunca escutaram nenhuma musica, e mais tarde quando acabam escutando acham o som legal, outras chegam falando "Nossa achei que o som de vocês fosse de outro tipo, por isso nunca parei pra ouvir" é meio complicado, mas isso não tem como mudar, vai ser sempre assim!


_De que forma a Urubuz Records conheceu o trabalho de vocês?

Foi através da internet, logo depois que nós gravamos no Midas (estúdio) a musica "Segredos que Guardei", eles escutaram ela no Purevolume e entraram em contato com a gente, o que foi muito legal porque foi a nossa primeira musica de trabalho, na época nós tínhamos mais duas musicas só, então a gente meio que não esperava isso acontecer, eles são um selo grande e pra qualquer banda que ta aí no meio underground é uma honra poder falar que tem um CD pela Urubuz Records, pelo menos pra gente é assim! Eles ajudaram a gente a dar um passo muito grande e importante na nossa carreira que foi o lançamento do "Cinco Faces de Um Segredo"!
 

_Qual foi a coisa mais esquisita ou engraçada que já aconteceu num show de vocês?

A gente agita bastante no palco, então acaba que sempre um leva uma pancada sem querer, eu (Elektra) já levei soco, guitarrada na boca, voadora na barriga (risos) e varias outras coisas!
Em Curitiba os meninos foram dar mosh, a galera abriu e eles caíram de cara no chão, isso em DOIS shows! Entreguei!!! (risos )



_Vocês tem músicas que não entraram no 'Cinco Faces de Um Segredo' que pretendam lançar futuramente na internet?

Sim, mas acho que não vão entrar no próximo CD, a não ser que a gente mude um pouco elas!
No próximo CD nós queremos fazer com uma pegada mais leve e mais simples, as musicas que a gente tem até agora e que talvez entrem para o próximo CD estão bemmm legais acho que todo mundo vai gostar bastante! Nós estamos pensando em tocar uma musica nova em um show, por enquanto não é nada certo ainda, mas se rolar nós vamos avisar no fotolog!



_O clipe 'Segredos Que Guardei' tem a participação da Marimoon, que é bastante popular na internet. Como a conheceram?

A Elektra já conhecia a Mari por internet, então foi feito o convite e a Mari aceitou! Todo mundo se encontrou um mês antes da gravação e foi bem legal, por que a gente se deu muito bem com ela e ela com a gente!


_Qual a ligação da banda com a internet?

Atualmente, a internet é uma ferramenta super importante para divulgação. Hoje moramos em São Paulo, mas éramos uma banda do interior, portanto as coisas foram mais difíceis no começo e seria praticamente impossível sem o recurso da web.
Nós estamos sempre atualizando fotolog e em contato com os nossos fãs através da comunidade no Orkut, a nossa ligação com a internet é MUITO forte, sem ela nós não seriamos nada!

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Entrevista com CPM 22  escrito em sábado 15 março 2008 18:37

Com treze anos de carreira e seis discos lançados (incluindo o independente e o ao MTV ao vivo), os paulistanos do Cpm 22 entram novamente em uma ótima fase em 2008. O último CD da banda, lançado logo no inicio deste ano e intitulado “Cidade Cinza”, alcança o sucesso esperado pelos músicos, e segundo eles mesmos, em termos de sonoridade este é o melhor CD da carreira do Cpm22 que em formação atual conta com Badaui, (vocal), Luciano (guitarra), Fernando (baixo) e Japinha (bateria). Em entrevista com o News Rock, o baixista Fernando Sanches fala sobre as férias de Wally, sobre o atual disco e sobre o rotulo ‘emocore’.

 

_O novo álbum da banda, 'Cidade Cinza', apresenta uma sonoridade bem diferente do anterior, 'Felicidade Instantânea'. Porque esta mudança de sonoridade?

Cada disco da banda tem suas particularidades, e esse não é exceção. Acho que por termos gravado todas as bases ao vivo, todos da banda tocando ao mesmo tempo, contribuiu muito para que ele tivesse uma sonoridade mais orgânica, próxima de como a banda é nos shows.
A gravação foi rápida e bem tranqüila, sem muita firula, focando muito mais na energia das musicas do que na perfeição técnica. O repertorio do CIDADE CINZA pedia algo mais simples, e foi assim que aconteceu. Acho que em termos de sonoridade, é disparado o melhor disco da banda. 

 
_Vocês recentemente inauguraram um fotolog, têm myspace, e o Orkut têm várias comunidades dedicadas à banda. A internet é essencial para vocês?
Claro, hoje em dia não da pra ficar de fora. A internet é uma mídia barata, rápida, eficiente e que permite um contato mais direto com o nosso público. A repercussão tem sido ótima e cada dia mais estamos conseguindo enxergar isso.

 
_Em 2006, vocês lançaram o DVD 'Felicidade Instantânea', com várias cenas de bastidores, clipes e um ensaio. Pretendem fazer isso novamente?

Estamos pensando em fazer um DVD novo, mas nada ainda foi conversado oficialmente, apenas algumas idéias foram ditas. Sei lá, não gostamos de ficar se repetindo, então se rolar algo do gênero, com certeza vai ser com outro foco. Fazer um DVD nos mesmos moldes seria desperdício de material e tempo.

 
_E essa coisa de 'emocore', incomoda vocês?

Lógico que não... Sabemos de onde viemos, as nossas intenções e nossos cortes de cabelo! hahahahaha Já estamos quase todos na casa dos 30, deixo essas novas ondas da novela das seis, do reality show, pra molecadinha. Imagina só, com essa cara de latino, nem que eu quisesse... BOLIVIEMO é muito pra minha cabeça! hahahaha

 
_Qual a maior loucura ou coisa inusitada que uma fã já fez por vocês?

Ir buscar queijo na Lua para uma pizza de muzzarela gigante, montada num aerolito. 

 
_Quando entraram na gravadora, muitos fãs antigos disseram que vocês 'traíram o movimento'.
Vocês ficaram bravos ou isso é besteira?

Qual movimento? Acho que nunca fizemos parte de movimento nenhum. Não que eu saiba.

 
_Alguém da banda é formado, tem outra profissão além da música?

Eu trabalho como engenheiro de som e produtor no estúdio da minha família aqui em São Paulo. O resto trabalha só com a banda mesmo, e já ta mais que bom.

 
_E sobre a parceria com o Koala? Vocês já 'deram' alguma letra pro Hateen também?

Não, temos vergonha de mostrar algo pro Koala. hahahaha Alias, o Hateen é o Koala! Hateen sem Koala é igual pênalti sem goleiro, skate sem roda, melancia sem semente, cerveja sem álcool. Não rola.

 
_Vocês ficam muito tempo dentro de ônibus, aviões. O que fazem pra passar o tempo?

Cada um faz algo diferente, mas nada exótico. Geralmente escutamos musica, lemos livros, Playstation... Esse tipo de coisa bem comum.

 
_Como encaram quando as pessoas tratam vocês como 'personagens', querendo pegar, encostar?

Mandamos, sempre com elegância, claro, o famoso: "tira a mão de mim"


_E o lance do Wally? Ele só 'deu um tempo' ou saiu definitivamente?
O Wally ta dando um tempo. Deu uma cansada da rotina da estrada e resolvemos em conjunto que estava na hora de ele tirar umas ferias, guardar um tempo pra si mesmo. Logo mais ele volta, com a energia renovada. Pronto pra mais 13 anos!

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Entrevista com Replace  escrito em quarta 12 março 2008 23:02

 

Unidos pelos gostos em comum e por uma básica ajudinha da internet, os entrevistados da vez são os garotos da banda paulistana Replace. O quinteto formado por Beto (voz), Caio (bateria), Igor (guitarra), Koala (baixo), e Pedro dos Anjos (guitarra), existe desde 2006 e têm influencias que vão do velho rock’n’roll até o samba e o hip hop. Confira agora um breve papo com o baterista Caio.



Por que a banda tem esse nome?
Quando tínhamos acabado de formar a banda, fizemos uma reunião no nosso lugar preferido: uma pizzaria! A única coisa que ainda não tínhamos era um nome e decidimos que iríamos sair dali com um nome que agradasse a todos. Cada um levou uma listinha com vários nomes e na listinha do Koala achamos o nome perfeito, Replace! Replace é o nome de uma das nossas músicas preferidas da banda Garage Fuzz e, além disso, carrega um significado forte, o de substituir, de mudar algo. E mudar é algo que sempre tentamos ligar a banda, tanto no som como em atos sociais e que possam fazer a diferença.

 

Como se conheceram?
Eu (Caio) já tocava com o ex-guitarrista do Replace, o Rodrigo, desde 2003 e o Igor, que é o outro guitarrista, era meu roadie na última banda que tivemos antes da Replace. Então resolvemos formar uma nova banda e para isso precisávamos de um baixista e de um vocalista. Não sabíamos quem chamar e resolvemos fazer uma campanha na internet para achar os dois. O Koala apareceu rapidinho, e eu já o conhecia antes, e depois que ele passou no teste não pensou duas vezes antes em se mudar de Minas Gerais para São Paulo para poder tocar com a gente. Já o Beto eu só conhecia de vista mesmo, ele apareceu no profile que fizemos no Orkut intitulado "procura-se vocalista" e no dia do teste, não deu outra. Além de se encaixar bem no que procurávamos, ele quase matou todo mundo de rir, aliás, ele continua bom nisso!

 

Como foi o processo de composição e produção da última demo de vocês?
Foi rápido! Tudo muito rápido! Todas as músicas que temos na internet, com exceção de Duração Limitada, foram feitas de uma vez, assim que a banda começou. Em pouco mais de três meses já tínhamos todas as músicas prontas e gravadas. Nós gostamos muito delas, mas sabemos que elas não demonstram a fase atual da banda. Esperamos mostrar isso no CD que está por vir!

 

Vocês têm vários vídeos no Youtube, dentre os quais se destaca a série 'Onde foi que eu errei?'. Como surgiu a idéia dessa série?
Tudo parte do meu vício em vídeos e coisas do tipo. Eu já tinha vontade de fazer algo na linha de um reality show, porém voltado para internet, só não sabia o quê. Em um belo dia eu falei isso para o Toko e ele sugeriu fazer isso com a banda que estávamos formando e daí comecei a pirar na idéia! Decidimos filmar tudo desde o começo da banda. E se algo desse errado descobriríamos onde foi que a gente errou!

 

Como estão os ensaios para a gravação do CD?
Bem corridos e produtivos. Estamos compondo e ensaiando as músicas para o CD desde o meio do ano passado e nem acreditamos que vamos finalmente começar a gravar! Estamos felizes porque finalmente vamos misturar diversos elementos como sempre tivemos vontade de fazer. Agora é esperar pra ver!

 

Qual o show mais foda que a Replace já fez?
Com toda certeza foi o último que fizemos no hangar aqui em Sampa. Foi lindo! Foi foda! Nunca sentimos tanta vibe e animação com nesse show. Tocamos apenas duas músicas antigas e todas as outras já eram as novas que vão para o CD e que ainda não foram gravadas.  E mesmo assim a galera cantou e agitou muito. Todos os shows deste ano estão sendo assim e isso deixa a gente muito feliz e bobos! Quer dizer, ainda mais bobos! Mas não podemos nos esquecer do show mais marcante que não foi bem um show, mas que elevou nosso nível, que foi o Banda Antes da MTV! Tocar ao vivo na televisão foi style demais e uma experiência enriquecedora.

 

Já aconteceu algo muito engraçado ou no mínimo, inusitado em um show de vocês?
Quando se tem o Beto como vocalista da banda, tudo fica engraçado! Ele vive dançando e fazendo gracinha antes e depois dos shows. Acho que o que ninguém esquece foi de um show que rolou na Tribe House aqui em São Paulo mesmo. O Beto já abriu o show dizendo "Boa noite! Nós somos a banda Replace de São Paulo", todo mundo ficou quieto, afinal, a gente tava em São Paulo, ué! Pra completar ele mandou um dos erros normais dele "Essa música se chama-se..." Todo mundo, inclusive a banda, teve um leve ataque de riso! Ele parou com os erros de português, mas não adianta, a gente zoa ele do mesmo jeito.

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Entrevista com Udora  escrito em sexta 07 março 2008 14:48

Após uma estadia de cinco anos nos EUA e um CD cantado em Inglês que agradou as duas pontas da América, um desafio para os mineiros do Udora: voltar ao Brasil e produzir um disco todo em português. O desafio foi lançado e Gustavo Drummond (voz e guitarra), Leonardo Marques (guitarra), Daniel Debarry (baixo) e PH (bateria), conseguiram cumprir com o sucesso e o profissionalismo que já era esperado. O resultado dessa mudança toda pode ser conferido no último disco da banda, intitulado "GoodbyeAlô",  e é sobre isso que o vocalista e guitarrista Gustavo Drummond fala em nossa conversa, confira:


_De onde surgiu o nome 'Udora'?
Queríamos um nome que pudesse ser pronunciado tanto em inglês quanto em português, por causa das experiências que tivemos morando nos EUA. Eu descobri que Udora era um nome de mulher, achei bonito, sugeri pros outros membros e todos gostaram.

 

 
_E como vocês se conheceram?
Quando morávamos nos EUA, como músicos, surgiu a oportunidade de criar uma banda que expressasse artisticamente o que pensávamos e sentíamos. Lançamos um disco em inglês e depois voltamos para o Brasil com o intuito de cantar em português.



_Como foi o processo de composição e produção do disco 'GoodbyeAlô'?
Eu, Gustavo Drummond, e o baixista, Daniel Debarry, compusemos a maioria das músicas juntos em Los Angeles, pouco antes de vir ao Brasil. Léo Marques (guitarrista) e PH (Baterista) ajudaram nos arranjos finais e Henrique Portugal do Skank nos auxiliou na produção.

 

_Depois de cinco anos nos EUA, qual a principal diferença vocês notaram entre a cena dos dois países?
A abundância de recursos nos EUA impressiona. No Brasil, tudo é feito com mais dificuldade e menos profissionalismo. Mas o mais importante, o calor humano e receptividade dos fãs do Brasil é imensamente maior.



_Qual a relação da banda com a internet?
Intensa. É nosso principal meio de divulgação e principal aposta. Nosso site oficial, udora.com é bem movimentado, assim como myspace, comunidades do orkut, vídeos no youtube e página de fotolog. Dividimos as responsabilidades entre os membros da banda e a exposição da banda tem sido bem mais efetiva graças a Internet.



_Como conheceram Henrique Portugal, co-produtor do disco?

A cena musical de BH é bem unida. Ele ouviu falar de nós através do nosso disco anterior, Liberty Square e desde então viemos desenvolvendo uma relação musical saudável e frutífera.

 

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Entrevista com Small Shift  escrito em sexta 29 fevereiro 2008 20:23

A banda paulista Small Shift, é uma das mais promissores da cena. Com o álbum 'Perfeita Sintonia' prestes a ser lançado, a banda formada por Pedro Moraes (vocal), Renan (guitarra, vocal), Paulo Neto (guitarra), Vini Cardim (bateria) e Leandro Mello (baixo), vive momentos de expectativa.
Confira agora o papo com a banda.


_Porque a banda tem esse nome?

Porque significa "Pequena Variação", que é uma das propostas da banda!

_Como se conheceram?
Em 2004 eu (Pedro Moraes - vocalista) e Leandro Mello (baixista) montamos a banda e ao decorrer do tempo houveram algumas modificações até chegar a essa formação.
Fomos nos conhecendo por amigos em comum.


_O disco já está pronto? O que os fãs podem esperar?
Nosso primeiro álbum "Perfeita Sintonia" está na fase de masterização, falta só um pouco para ele sair! E os fãs podem esperar um resumo de 3 anos de banda neste CD.

_Qual a relação da banda com a internet?
Total! A divulgação da banda é inteiramente via Internet, se hoje estamos ganhando um espaço maior, é graças a ela!

_Quem é o 'queridinho' das meninas?
Cada uma tem sua preferência e assim todos são queridos por igual! Felizmente haha.

_Como surgiu a música que entrou na última demo de vocês?
A música "A Primeira Vez" foi a última música que fizemos antes de gravar o CD, foi meio que sem intenção, eu (Pedro Moraes) e Renan Gouvea nos juntamos, pensamos em alguma coisa na qual a maioria das pessoas já passaram ou irão passar, e fizemos a letra, que por sinal deu um ótimo retorno para a banda.

_Qual o show mais foda que já fizeram?

Temos um carinho especial por todos os shows já feitos! Destaque para o público de Curitiba e São Paulo, representam demais!

_Como vocês avaliam a cena atualmente?
Bom, a cena atualmente é composta de novas bandas e algumas já antigas que ainda mantém ela viva. É complicado falar sobre a cena underground atual, mas uma coisa é certa, houveram tempos melhores!

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