Considerada a banda
revelação da cena underground no ano passado, a Fake
Number, que conta com Elektra Mosley (Vocal), Pinguim (guitarra),
Diablo (baixo), Gah (guitarra) e Tony (bateria), inicia 2008 com o
pé direito. Em conversa com o News Rock, a vocalista Elektra
fala sobre o começo da banda, sobre a relação
com o selo Urubuz Records e sobre as músicas do
próximo CD. Confira.
_Como se conheceram e qual foi o processo até formarem a
Fake Number?
Nossa
cidade (Lorena) tem um cenário muito pequeno, então
todos meio que se conheceram porque cada um tinha uma banda e
algumas vezes tocamos nos mesmos lugares. Algumas das bandas
acabaram, ou trocaram de integrantes, então eu (Elektra)
chamei o Tony pra montar a Fake Number, e logo depois entrou o
Pinguim e o Diablo. Viemos a conhecer o Gah mais tarde, com a
saída do antigo guitarrista, mas já morávamos
em São Paulo.
_Muitas pessoas rotulam a banda sem ao menos ouvirem o
som?
Sim,
acho que isso acontece com todas as bandas, não só
com a nossa! Muitas vezes as pessoas falam que não gostam,
mas nunca escutaram nenhuma musica, e mais tarde quando acabam
escutando acham o som legal, outras chegam falando "Nossa achei que
o som de vocês fosse de outro tipo, por isso nunca parei pra
ouvir" é meio complicado, mas isso não tem como
mudar, vai ser sempre assim!
_De que forma a Urubuz Records conheceu o trabalho de
vocês?
Foi
através da internet, logo depois que nós gravamos no
Midas (estúdio) a musica "Segredos que Guardei", eles
escutaram ela no Purevolume e entraram em contato com a gente, o
que foi muito legal porque foi a nossa primeira musica de trabalho,
na época nós tínhamos mais duas musicas
só, então a gente meio que não esperava isso
acontecer, eles são um selo grande e pra qualquer banda que
ta aí no meio underground é uma honra poder falar que
tem um CD pela Urubuz Records, pelo menos pra gente é assim!
Eles ajudaram a gente a dar um passo muito grande e importante na
nossa carreira que foi o lançamento do "Cinco Faces de Um
Segredo"!
_Qual foi a coisa mais esquisita ou engraçada que já
aconteceu num show de vocês?
A gente
agita bastante no palco, então acaba que sempre um leva uma
pancada sem querer, eu (Elektra) já levei soco, guitarrada
na boca, voadora na barriga (risos) e varias outras
coisas!
Em Curitiba os meninos foram dar mosh, a galera abriu e eles
caíram de cara no chão, isso em DOIS shows!
Entreguei!!! (risos )
_Vocês tem músicas que não entraram no 'Cinco
Faces de Um Segredo' que pretendam lançar futuramente na
internet?
Sim,
mas acho que não vão entrar no próximo CD, a
não ser que a gente mude um pouco elas!
No próximo CD nós queremos fazer com uma pegada mais
leve e mais simples, as musicas que a gente tem até agora e
que talvez entrem para o próximo CD estão bemmm
legais acho que todo mundo vai gostar bastante! Nós estamos
pensando em tocar uma musica nova em um show, por enquanto
não é nada certo ainda, mas se rolar nós vamos
avisar no fotolog!
_O clipe 'Segredos Que Guardei' tem a participação da
Marimoon, que é bastante popular na internet. Como a
conheceram?
A
Elektra já conhecia a Mari por internet, então foi
feito o convite e a Mari aceitou! Todo mundo se encontrou um
mês antes da gravação e foi bem legal, por que
a gente se deu muito bem com ela e ela com a gente!
_Qual a ligação da banda com a
internet?
Atualmente, a internet é uma ferramenta super
importante para divulgação. Hoje moramos em
São Paulo, mas éramos uma banda do interior, portanto
as coisas foram mais difíceis no começo e seria
praticamente impossível sem o recurso da web.
Nós estamos sempre atualizando fotolog e em contato com os
nossos fãs através da comunidade no Orkut, a nossa
ligação com a internet é MUITO forte, sem ela
nós não seriamos nada!
Entrevista com Fake Number escrito em terça 18 março 2008 23:43
Entrevista com CPM 22 escrito em sábado 15 março 2008 18:37
Com treze anos de carreira e seis discos lançados (incluindo o independente e o ao MTV ao vivo), os paulistanos do Cpm 22 entram novamente em uma ótima fase em 2008. O último CD da banda, lançado logo no inicio deste ano e intitulado “Cidade Cinza”, alcança o sucesso esperado pelos músicos, e segundo eles mesmos, em termos de sonoridade este é o melhor CD da carreira do Cpm22 que em formação atual conta com Badaui, (vocal), Luciano (guitarra), Fernando (baixo) e Japinha (bateria). Em entrevista com o News Rock, o baixista Fernando Sanches fala sobre as férias de Wally, sobre o atual disco e sobre o rotulo ‘emocore’.
_O novo álbum da banda, 'Cidade Cinza', apresenta uma
sonoridade bem diferente do anterior, 'Felicidade
Instantânea'. Porque esta mudança de
sonoridade?
Cada
disco da banda tem suas particularidades, e esse não
é exceção. Acho que por termos gravado todas
as bases ao vivo, todos da banda tocando ao mesmo tempo, contribuiu
muito para que ele tivesse uma sonoridade mais orgânica,
próxima de como a banda é nos shows.
A gravação foi rápida e bem tranqüila,
sem muita firula, focando muito mais na energia das musicas do que
na perfeição técnica. O repertorio do CIDADE
CINZA pedia algo mais simples, e foi assim que aconteceu. Acho que
em termos de sonoridade, é disparado o melhor disco da
banda.
_Vocês recentemente inauguraram um fotolog, têm
myspace, e o Orkut têm várias comunidades dedicadas
à banda. A internet é essencial para
vocês?
Claro, hoje em dia não da pra ficar de
fora. A internet é uma mídia barata, rápida,
eficiente e que permite um contato mais direto com o nosso
público. A repercussão tem sido ótima e cada
dia mais estamos conseguindo enxergar isso.
_Em 2006, vocês lançaram o DVD 'Felicidade
Instantânea', com várias cenas de bastidores, clipes e
um ensaio. Pretendem fazer isso novamente?
Estamos
pensando em fazer um DVD novo, mas nada ainda foi conversado
oficialmente, apenas algumas idéias foram ditas. Sei
lá, não gostamos de ficar se repetindo, então
se rolar algo do gênero, com certeza vai ser com outro foco.
Fazer um DVD nos mesmos moldes seria desperdício de material
e tempo.
_E essa coisa de 'emocore', incomoda vocês?
Lógico que não... Sabemos de onde viemos,
as nossas intenções e nossos cortes de cabelo!
hahahahaha Já estamos quase todos na casa dos 30, deixo
essas novas ondas da novela das seis, do reality show, pra
molecadinha. Imagina só, com essa cara de latino, nem que eu
quisesse... BOLIVIEMO é muito pra minha
cabeça! hahahaha
_Qual a maior loucura ou coisa inusitada que uma fã
já fez por vocês?
Ir
buscar queijo na Lua para uma pizza de muzzarela gigante, montada
num aerolito.
_Quando entraram na
gravadora, muitos fãs antigos disseram que vocês
'traíram o movimento'.
Vocês ficaram bravos ou isso é besteira?
Qual
movimento? Acho que nunca fizemos parte de movimento nenhum.
Não que eu saiba.
_Alguém da banda é formado, tem outra
profissão além da música?
Eu
trabalho como engenheiro de som e produtor no estúdio da
minha família aqui em São Paulo. O resto trabalha
só com a banda mesmo, e já ta mais que
bom.
_E sobre a parceria com o Koala? Vocês já 'deram'
alguma letra pro Hateen também?
Não, temos vergonha de mostrar algo pro Koala.
hahahaha Alias, o Hateen é o Koala! Hateen sem Koala
é igual pênalti sem goleiro, skate sem roda, melancia
sem semente, cerveja sem álcool. Não rola.
_Vocês ficam muito tempo dentro de ônibus,
aviões. O que fazem pra passar o tempo?
Cada um
faz algo diferente, mas nada exótico. Geralmente escutamos
musica, lemos livros, Playstation... Esse tipo de coisa
bem comum.
_Como encaram quando as pessoas tratam vocês como
'personagens', querendo pegar, encostar?
Mandamos, sempre com elegância, claro, o famoso:
"tira a mão de mim"
_E o lance do Wally?
Ele só 'deu um tempo' ou saiu definitivamente?
O Wally
ta dando um tempo. Deu uma cansada da rotina da estrada e
resolvemos em conjunto que estava na hora de ele tirar umas ferias,
guardar um tempo pra si mesmo. Logo mais ele volta, com a energia
renovada. Pronto pra mais 13 anos!
Entrevista com Replace escrito em quarta 12 março 2008 23:02
Unidos pelos gostos em comum e por uma básica ajudinha da internet, os entrevistados da vez são os garotos da banda paulistana Replace. O quinteto formado por Beto (voz), Caio (bateria), Igor (guitarra), Koala (baixo), e Pedro dos Anjos (guitarra), existe desde 2006 e têm influencias que vão do velho rock’n’roll até o samba e o hip hop. Confira agora um breve papo com o baterista Caio.
Por que a banda
tem esse nome?
Quando
tínhamos acabado de formar a banda, fizemos uma
reunião no nosso lugar preferido: uma pizzaria! A
única coisa que ainda não tínhamos era um nome
e decidimos que iríamos sair dali com um nome que agradasse
a todos. Cada um levou uma listinha com vários nomes e na
listinha do Koala achamos o nome perfeito, Replace! Replace
é o nome de uma das nossas músicas preferidas da
banda Garage Fuzz e, além disso, carrega um significado
forte, o de substituir, de mudar algo. E mudar é algo que
sempre tentamos ligar a banda, tanto no som como em atos sociais e
que possam fazer a diferença.
Como se conheceram?
Eu
(Caio) já tocava com o ex-guitarrista do Replace, o Rodrigo,
desde 2003 e o Igor, que é o outro guitarrista, era meu
roadie na última banda que tivemos antes da
Replace. Então resolvemos formar uma nova banda e para isso
precisávamos de um baixista e de um vocalista. Não
sabíamos quem chamar e resolvemos fazer uma campanha na
internet para achar os dois. O Koala apareceu rapidinho, e eu
já o conhecia antes, e depois que ele passou no teste
não pensou duas vezes antes em se mudar de Minas
Gerais para São Paulo para poder tocar com a gente.
Já o Beto eu só conhecia de vista mesmo, ele apareceu
no profile que fizemos no Orkut intitulado "procura-se
vocalista" e no dia do teste, não deu outra. Além de
se encaixar bem no que procurávamos, ele quase matou todo
mundo de rir, aliás, ele continua bom nisso!
Como foi o processo de composição e
produção da última demo de
vocês?
Foi
rápido! Tudo muito rápido! Todas as músicas
que temos na internet, com exceção de
Duração Limitada, foram feitas de uma vez, assim que
a banda começou. Em pouco mais de três meses já
tínhamos todas as músicas prontas e gravadas.
Nós gostamos muito delas, mas sabemos que elas não
demonstram a fase atual da banda. Esperamos mostrar isso no CD que
está por vir!
Vocês têm vários vídeos no
Youtube, dentre os quais se destaca a série 'Onde foi que eu
errei?'. Como surgiu a idéia dessa
série?
Tudo
parte do meu vício em vídeos e coisas do tipo. Eu
já tinha vontade de fazer algo na linha de um reality
show, porém voltado para internet, só não
sabia o quê. Em um belo dia eu falei isso para o Toko e ele
sugeriu fazer isso com a banda que estávamos formando e
daí comecei a pirar na idéia! Decidimos filmar tudo
desde o começo da banda. E se algo desse errado
descobriríamos onde foi que a gente errou!
Como estão os ensaios para a
gravação do CD?
Bem
corridos e produtivos. Estamos compondo e ensaiando as
músicas para o CD desde o meio do ano passado e nem
acreditamos que vamos finalmente começar a gravar! Estamos
felizes porque finalmente vamos misturar diversos elementos como
sempre tivemos vontade de fazer. Agora é esperar pra
ver!
Qual o show mais foda que a Replace já
fez?
Com
toda certeza foi o último que fizemos no hangar aqui em
Sampa. Foi lindo! Foi foda! Nunca sentimos tanta vibe e
animação com nesse show. Tocamos apenas duas
músicas antigas e todas as outras já eram as novas
que vão para o CD e que ainda não foram gravadas.
E mesmo assim a galera cantou e agitou muito.
Todos os shows deste ano estão sendo assim e isso deixa a
gente muito feliz e bobos! Quer dizer, ainda mais bobos! Mas
não podemos nos esquecer do show mais marcante que
não foi bem um show, mas que elevou nosso nível, que
foi o Banda Antes da MTV! Tocar ao vivo na televisão foi
style demais e uma experiência
enriquecedora.
Já aconteceu algo muito engraçado ou no
mínimo, inusitado em um show de
vocês?
Quando
se tem o Beto como vocalista da banda, tudo fica engraçado!
Ele vive dançando e fazendo gracinha antes e depois dos
shows. Acho que o que ninguém esquece foi de um show que
rolou na Tribe House aqui em São Paulo mesmo. O Beto
já abriu o show dizendo "Boa noite! Nós somos a banda
Replace de São Paulo", todo mundo ficou quieto, afinal, a
gente tava em São Paulo, ué! Pra completar ele mandou
um dos erros normais dele "Essa música se chama-se..." Todo
mundo, inclusive a banda, teve um leve ataque de riso! Ele parou
com os erros de português, mas não adianta, a gente
zoa ele do mesmo jeito.
Entrevista com Udora escrito em sexta 07 março 2008 14:48
Após uma estadia de cinco anos nos EUA e um CD cantado em Inglês que agradou as duas pontas da América, um desafio para os mineiros do Udora: voltar ao Brasil e produzir um disco todo em português. O desafio foi lançado e Gustavo Drummond (voz e guitarra), Leonardo Marques (guitarra), Daniel Debarry (baixo) e PH (bateria), conseguiram cumprir com o sucesso e o profissionalismo que já era esperado. O resultado dessa mudança toda pode ser conferido no último disco da banda, intitulado "GoodbyeAlô", e é sobre isso que o vocalista e guitarrista Gustavo Drummond fala em nossa conversa, confira:
_De onde surgiu o nome
'Udora'?
Queríamos
um nome que pudesse ser pronunciado tanto em inglês quanto em
português, por causa das experiências que tivemos
morando nos EUA. Eu descobri que Udora era um nome de mulher, achei
bonito, sugeri pros outros membros e todos gostaram.
_E como vocês se
conheceram?
Quando
morávamos nos EUA, como músicos, surgiu a
oportunidade de criar uma banda que expressasse artisticamente o
que pensávamos e sentíamos. Lançamos um disco
em inglês e depois voltamos para o Brasil com o intuito de
cantar em português.
_Como foi o processo de
composição e produção do disco
'GoodbyeAlô'?
Eu,
Gustavo Drummond, e o baixista, Daniel Debarry, compusemos a
maioria das músicas juntos em Los Angeles, pouco antes de
vir ao Brasil. Léo Marques (guitarrista) e PH (Baterista)
ajudaram nos arranjos finais e Henrique Portugal do Skank nos
auxiliou na produção.
_Depois de cinco anos
nos EUA, qual a principal diferença vocês notaram
entre a cena dos dois países?
A
abundância de recursos nos EUA impressiona. No Brasil, tudo
é feito com mais dificuldade e menos profissionalismo. Mas o
mais importante, o calor humano e receptividade dos fãs do
Brasil é imensamente maior.
_Qual a
relação da banda com a internet?
Intensa. É nosso principal meio de
divulgação e principal aposta. Nosso site oficial,
udora.com é bem movimentado, assim como myspace, comunidades
do orkut, vídeos no youtube e página de fotolog.
Dividimos as responsabilidades entre os membros da banda e a
exposição da banda tem sido bem mais efetiva
graças a Internet.
_Como conheceram Henrique Portugal, co-produtor do
disco?
A cena
musical de BH é bem unida. Ele ouviu falar de nós
através do nosso disco anterior, Liberty Square e desde
então viemos desenvolvendo uma relação musical
saudável e frutífera.
Entrevista com Small Shift escrito em sexta 29 fevereiro 2008 20:23
A banda paulista Small Shift, é uma das mais promissores
da cena. Com o álbum 'Perfeita Sintonia' prestes a ser
lançado, a banda formada por Pedro Moraes (vocal), Renan
(guitarra, vocal), Paulo Neto (guitarra), Vini Cardim (bateria) e
Leandro Mello (baixo), vive momentos de expectativa.
Confira agora o papo com a banda.
_Porque a banda tem esse nome?
Porque
significa "Pequena Variação", que é uma das
propostas da banda!
_Como se
conheceram?
Em 2004
eu (Pedro Moraes - vocalista) e Leandro Mello (baixista) montamos a
banda e ao decorrer do tempo houveram algumas
modificações até chegar a essa
formação.
Fomos nos conhecendo por amigos em comum.
_O disco já está pronto? O que
os fãs podem esperar?
Nosso
primeiro álbum "Perfeita Sintonia" está na fase de
masterização, falta só um pouco para ele sair!
E os fãs podem esperar um resumo de 3 anos de banda neste
CD.
_Qual a relação da banda com a
internet?
Total!
A divulgação da banda é inteiramente via
Internet, se hoje estamos ganhando um espaço maior, é
graças a ela!
_Quem é o 'queridinho' das
meninas?
Cada
uma tem sua preferência e assim todos são queridos por
igual! Felizmente haha.
_Como surgiu a música que entrou na
última demo de vocês?
A
música "A Primeira Vez" foi a última música
que fizemos antes de gravar o CD, foi meio que sem
intenção, eu (Pedro Moraes) e Renan Gouvea nos
juntamos, pensamos em alguma coisa na qual a maioria das pessoas
já passaram ou irão passar, e fizemos a letra, que
por sinal deu um ótimo retorno para a banda.
_Qual o show mais foda que
já fizeram?
Temos
um carinho especial por todos os shows já feitos! Destaque
para o público de Curitiba e São Paulo, representam
demais!
_Como vocês avaliam a cena
atualmente?
Bom, a cena atualmente é composta de novas bandas e
algumas já antigas que ainda mantém ela viva.
É complicado falar sobre a cena underground atual, mas uma
coisa é certa, houveram tempos melhores!



