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Entrevista com Terceira Edição  escrito em segunda 12 maio 2008 17:14

Blog de newsrock : News Rock, Entrevista com Terceira Edição

Pop Rock, puro e simples e de qualidade admirável. Nascidos no Recife, o quinteto Terceira Edição mostra que dá sim para fazer música boa no underground nacional sem soar clichê ou repetitiva como a maioria das bandas. Com dois discos na bagagem, e um clipe recém lançado, o grupo conta atualmente com Vinicius Frota (vocal), Victor Cahú (guitarra), Thiago Regis (guitarra), Thiago Guerra (bateria), e Tiago Tejo (baixo), e são os entrevistados da vez aqui no News Rock! Confira.



_Como se conheceram e como formaram a Terceira Edição?

Bem, Guerra e eu (Victor) nos conhecemos a mais de 20 anos... Crescemos juntos no mesmo prédio, junto com outros amigos nossos, com os quais formamos as nossas primeiras duas bandas, ainda no fim dos anos 90... Em 2003, após uma longa pausa para projetos pessoais e de temporadas no exterior, resolvemos voltar para dar continuidade a esse projeto antigo nosso, e assim surgiu a “Terceira Edição”... Em 2004, a banda, que ainda era um trio, passou para quinteto com as entradas de Vinícius e de Régis, amigos nossos de longa data no ROCK também, e assim a banda estava pronta para a gravação do nosso primeiro disco, ainda naquele ano... Tejo sempre esteve presente em todas as fases da nossa história, era inclusive o nosso fotógrafo, mas só após a saída do nosso antigo baixista foi que a gente conseguiu convence-lo a trocar a guitarra dele por um baixo pra tocar conosco! rsrsrs


_Vocês têm um fotolog e uma página no MySpace. Qual a relação da banda com a internet?

Não apenas temos fotolog (www.fotolog.com/terceiraedicao) e myspace (www.myspace.com/terceiraedicao), como também temos comunidade no orkut, (na verdade, hoje são mais de 50 comunidades relacionadas à banda), página no podfestival, tramavirtual... E claro, o nosso website oficial, o www.terceiraedicao.com.br. Acho que daí já dá pra ter uma idéia do envolvimento da nossa banda com a internet... Já se tornou clichê dizer que é uma ferramenta fundamental e blábláblá... Mas é mesmo e pronto! Não tem como se esconder, evitar ou mesmo negar isso... Conseguimos chegar ao Brasil inteiro graças a essa ferramenta, e dela dependeremos pro resto dos nossos dias... rsrsrs


_A banda já possui dois álbuns, 'O Show da Vida Real' e 'Histórias Sobre Todos e Sobre Ninguém'. Pra vocês, qual a maior diferença entre os dois?

Diríamos que no “O Show da Vida Ideal” nós estávamos experimentando a “sensação” de gravar um disco pela primeira vez. Éramos um tanto “verdes” no assunto e a criação dele ficou praticamente toda nas costas minha e de Guerra, uma vez que Vinícius e Régis haviam acabado de entrar para a banda e o repertório já estava praticamente todo pronto... Mas tínhamos os produtores certos (Leo D. e William P.) e com ele pronto, nós obtivemos resultados incríveis em muito pouco tempo.  Já em “Histórias sobre todos e sobre ninguém”, a composição foi mais participativa...  A banda inteira atuou em todas as etapas do projeto, desde a composição e escolha do repertório, até a criação da arte da capa...Tínhamos novas influências e muito mais experiência, tanto de palco, como de gravação mesmo. É um disco mais maduro e mais ROCK com certeza! Mas temos muito orgulho dos dois...


_Recentemente, vocês gravaram o clipe 'A Grande Chance'. Como foi esta gravação e o que acharam do resultado?

A gravação foi feita em Recife, em fevereiro, alguns dias antes de voltarmos pra São Paulo, e foi super tranqüila e rápida... Teve a direção do Gustavo Almeida, grande chapa nosso, que sacou logo o que queríamos e vestiu bem a camisa do projeto. Por ser o primeiro clipe desse novo disco, nós queríamos algo mais direto ao assunto, que mostrasse mais a cara da banda, e nada melhor pra se conseguir isso do que captando a mesma em ação. E assim, ficamos muito satisfeitos tanto com o resultado final, como com a reação dos nossos fãs, (para quem quiser assisti-lo, basta entrar no http://br.youtube.com/watch?v=ZW4VOMNbRYw). Mas não pense que por causa disso, nós estamos parados! Já estamos em fase final de produção do nosso segundo clipe, o 1° em animação, da música “Mundo Mudo” e que deverá ser lançado em Junho. E assim como foi em “A Grande Chance”, as expectativas são as melhores possíveis!!!


_De que forma vocês avaliam a cena underground atualmente?
É uma pergunta bem complicada... Chegamos de Recife a pouco tempo, mas já foi o suficiente para percebermos o quão diferente são as cenas “undergrounds” das regiões... A cena independente do rock paulistano é mais uniforme artísticamente e mais organizada... Tem um público consumidor maior e mais fanático, o que faz com que você realmente veja algumas bandas que conseguem “viver do rock”. Em Recife a coisa já é bem diferente... Acho que existe uma diversidade artística maior entre as bandas das cidades, o que é bem positivo, porém as mesmas são menos numerosas e também bem menos organizadas... O mercado consumidor em Pernambuco é crescente, porém muito pequeno ainda para que alguma banda de rock independente consiga “viver” de sua arte... Mas apesar das diferenças entre as regiões, acreditamos que seja um momento bastante positivo para o “mercado independente” em todo o país, e as bandas que souberem se utilizar disso, poderão vir a ter alguma progressão nacional nesse sentido.


_Vocês recentemente, se mudaram pra cidade de São Paulo. A que atribuem esta mudança?

À necessidade de crescer para alcançar os nossos principais objetivos como artistas. O Sudeste é o centro artístico/econômico do Brasil, e São Paulo está localizado numa posição geográfica que facilita muito a nossa transição dentro do país. Não foi uma mudança fácil, exigiu um bom tempo de preparação psicológica e financeira, mas para nós era um passo fundamental... Tínhamos alcançado praticamente tudo o que podíamos em nossa cidade e chegou uma hora em que, ou fazíamos isso, ou ficaríamos estagnados.


_Que nomes vocês destacariam da cena de rock pernambucana?

Ahhh,tem muita gente boa ralando por lá!! Complicado responder isso... rsrsrs
Mas destacaríamos a Carfax, o Mellotrons e os Astronautas... Não só pela inquestionável qualidade artística deles, mas também pelos anos dedicados ao ROCK de Recife!!!

 

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Entrevista com Scracho  escrito em quarta 07 maio 2008 16:08

Blog de newsrock : News Rock, Entrevista com Scracho

Aos poucos ganhando espaço em importantes emissoras musicais de TV, como a MTV e o MultiShow, os cariocas do Scracho já começam a sentir os resultados deste princípio de fama. Com Diego na guitarra e vocal, Caio no baixo, Gabriel na guitarra e Débora na bateria, eles contam em nossa entrevista sobre a formação da banda, falam de sua relação com a internet, e falam também sobre a gravação do primeiro CD e do primeiro clipe da banda. Confira!

 
_Como se conheceram e como formaram a Scracho?

O Scracho se formou no colégio Corcovado, na zona sul do rio de janeiro, nos conhecemos La e foi tocando musicas covers de Blink182 e Charlie Brown Jr. que a banda se formou.


_Vocês tem um fotolog, uma página no MySpace e uma comunidade no Orkut, além de um site oficial. Qual a relação da banda com a internet?

A internet é importantíssima para a relação banda/fã , trocamos idéia na comunidade do orkut, comentamos no fotolog da galera, e estamos sempre de olho no que as pessoas que curtem a banda andam falando, sentindo falta e sugerindo. Nosso maior meio de divulgação sempre foi, e creio que sempre será, a internet. Através dela conseguimos tocar em vários lugares do país, pois conquistamos públicos que jamais conquistaríamos sem a internet.


_Como ocorreu o processo de produção e composição do disco 'A Grande Bola Azul'?

Quando decidimos gravar nosso primeiro CD, já tínhamos bastante musicas compostas, ficamos em um estúdio na Gávea (o falecido ATG ESTUDIOS) e fizemos a Pré- produção dessas musicas com nosso amigo Alex Cury, algumas musicas novas também saíram nesse estúdio. Nessa época, a Débora ainda não tocava na banda e fizemos a pré- produção com o Digo, ex-batera. Depois disso, demos inicio a gravação do CD, com bateria no estúdio Nas Nuvens, baixo no estúdio Hanoi e o resto do CD no estúdio Discover, tudo com a supervisão do Alex Cury e gravado e mixado pelo amigo Deco.


_De que modo vocês avaliam a cena underground atual?

A Cena underground atual tem muita força, bandas que faziam parte dessa cena, hoje estão dominando a MTV e outros canais do gênero, dando credibilidade a cena underground fazendo com que as pessoas prestem atenção ao que ta rolando por baixo dos tapetes.


_Qual o show mais foda e o mais bagaceiro que já fizeram?

Difícil falar de um show foda, tocamos no Hangar 110 no final de abril que foi surreal, muita gente cantando as musicas e uma energia diferente. O show em BH foi lindo demais também, sem falar no ultimo rio rock tour que nos sentimos em casa com tantos fãs querendo nos assistir! Mas show foda felizmente a banda tem vários! O mais bagaceiro acho que pode ser o ultimo em Santos, que tocamos em cima da arquibancada com a equipe do palco principal passando o som no mesmo P.A. que o nosso.


_A música 'Você Mudou', está fazendo um estrondoso sucesso entre os adolescentes. Como surgiu esta música?

Essa musica é  de autoria do Gabriel, e surgiu com certeza depois de algum relacionamento mal acabado. Essa é uma das musicas que já existiam antes do CD ser idealizado, e a gente só fez foi dar uma roupagem a musica que antes já rolava pela internet com uma versão acústica e tosca.


_Recentemente, vocês gravaram o clipe de 'Universo Paralelo'. Como ocorreu esta gravação e o que acharam do resultado?

O nosso primeiro clipe foi feito com muito suor. Tínhamos pouca grana pra realizar o projeto, mas contávamos com uma produtora (a Hiato) que acreditou desde o começo na idéia e ralaram pra caramba pra conseguir um resultado maneiro. Ficamos super felizes com as portas que o clipe abriu pra gente e com o resultado final, nossa idéia era priorizar a imagem bonita e acho que conseguimos.


_E qual a coisa mais 'inusitada' que já ocorreu num show de vocês?

Difícil lembrar de algo inusitado, mas o nosso baixista Caio já perdeu o short no meio de uma musica e foi até o fim da mesma só de cueca, já paramos musica no meio e começamos de novo porque tínhamos errado e queríamos acertar o que foi feito no ensaio. Já teve menina se jogando do palco na galera, e a galera abrindo espaço e ela caindo no chão (felizmente não se machucou), enfim, essas são algumas das coisas inusitadas que já rolaram com a gente.

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Entrevista com Cinedisco  escrito em terça 29 abril 2008 21:35

Blog de newsrock : News Rock, Entrevista com Cinedisco

Com uma diferença gritante de estilo em relação a maioria das bandas do underground nacional, os cariocas do Cinedisco brincam de fazer música. Mesclando vários estilos musicais em seu som e utilizando efeitos de teclados, samplers e até brinquedos infantis, a banda acabou se destacando na cena principalmente pela criatividade.  Em nossa conversa, o sexteto, que conta com Victor (vocal), Dedé (baixo), Fernando (bateria), Lelê (guitarra) Mateus (guitarra) e Pezinho (teclado, brinquedos, efeitos), fala sobre a formação da banda, sobre a tour com o Deluxe Trio e sobre a recente participação no programa Tramavirtual do Multishow.



Como se conheceram e como formaram a Cinedisco?

O Rio de janeiro parece uma cidade maior do que é hahahaahha. Mas na verdade sempre frequentamos o mesmo círculo de músicos. Claro que a afinidade por um estilo no início da banda foi fundamental para nos juntarmos, visto que não éramos muito amigos antes da banda. A intenção era fazer algo criativo e melódico. A banda cresceu e o conceito também. Nem por isso ficou mais complicado. Mas passamos a abrigar novos elementos (brinquedos infantis alterados, teclados, samplers) e novos estilos (acho que hoje todos escutam além de rock, muita coisa como jazz ou estilos de fundamentação estilística contemporânea).


_Como ocorreu o processo de produção e composição do disco 'Livros, discos, filmes e um pouco do delírio cotidiano'?

Rápido. Com três meses de banda gravamos uma pré-produção, mais um ou dois meses estávamos em estúdio gravando 14 canções. Começaram todas muito simples, mas com o estúdio ganhamos oportunidades de usar novos arranjos por cima das bases, experimentar as maluquices que pareciam impossíveis antes, com isso passamos a testar muitas coisas e nos relacionar com o movimento do Circuit Bent. O estúdio é sempre fundamental na nossa criação. Somos muitos. É um lugar onde todos podem se ouvir melhor e adicionar o quanto acharem necessário. Depois o produtor usa o que quiser.


_Qual a relação da banda com a internet?

A internet é o veículo primeiro e fundamental tanto nas nossas pesquisas musicais como na venda e distribuição de coisas relacionadas a banda, como CDs, DVDs, chaveiros, adesivos, aquaplays, mouse pads, etc.


_E como está sendo a turnê com o Deluxe Trio?

Maravilhosa. Viajar com amigos é a melhor coisa. Nos respeitamos muito. É como se fossemos um grupo só na estrada. A integração é total. O Bil é nosso produtor, o Guta meu primo e o Ricardo nosso amigo e guarda-costas hahahahhahaha. Não há como não dar certo. O público parece gostar já que existe uma interceção intelectual e conceitual entre as bandas. RJ - Chicago - Washington - 90 - 00´s Rock-Pop-Experimental.


_Vocês recentemente, participaram do programa do 'Tramavirtual', gravando a música 'Quando Você Saiu'. Que aspecto proveitoso vocês tiraram dessa experiência?

Todos. Aquele estúdio é sensacional. O Abbey Road brasileiro. A Trama toda tem um ambiente maravilhoso. Seria uma grande honra e prazer gravar um disco todo, lá rodeado dessas pessoas que acrescentam tanto socialmente como musicalmente a qualquer ser humano. É uma gravadora muito especial.


_Qual a coisa mais inusitada ou engraçada que já aconteceu num show de vocês?

Engraçada tem todo dia. Somos cinco retardados e o Mateus organizando, sem ele nada seria possível. Inusitada. Lembro de um show em Ponta Grossa. Adoro esse show ahahhahahahaahahah. Éramos uma das últimas bandas a tocar e o equipamento foi saindo do palco e piorando a cada show ahhahahahahah. Começamos a improvisar algo e as pessoas, que não existiam até então, começaram a entrar. Quando o show começou tinha uma galera por causa desse som louco que estávamos fazendo. Parecia a coisa certa.


_De que forma a Urubuz Records conheceu o trabalho de vocês?

Voltando de carona com o Márcio, dono do selo, ele se interessou pelo trabalho. A partir de então o diálogo começou. E DVD na mão!  ahhahahahaha


_Como vocês avaliam a cena underground atualmente?

Tem muita gente fazendo coisas boas no mundo todo, é só pesquisar. Sempre vão ter os loucos pelo sucesso. Só se afastar deles! hahahahahahahahah. Acho que eles deviam tentar "Malhação" ou "A praça é nossa". Música é um tipo de arte. Quando vamos assumir isso?

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Entrevista com Zebra Zebra  escrito em sexta 25 abril 2008 12:20

Blog de newsrock : News Rock, Entrevista com Zebra Zebra

Formada por três irmãos e um amigo de infância, o grupo paulista Zebra Zebra, com suas influências que misturam Mars Volta, Noção de Nada e Jorge Ben, consegue fazer o que poucos estão conseguindo hoje em dia: não estereotipar a música. Com um clipe bem produzido para padrões undergrounds rodando o Youtube, eles agora se preparam para a finalização das gravações do primeiro CD, que mesmo sendo feito com calma e ainda sem um titulo definido, já anda trazendo resultados satisfatórios, segundo o grupo.
Confira nossa entrevista!



Como vocês se conheceram e como formaram a Zebra Zebra?

Como diria algum "poeta" dos anos 80 "Nossos destinos foram
traçados na maternidade." Brincadeiras a parte, a banda é formada por
3 irmãos (Kennedy, Paulo e Eric) e um amigo de infância: Leonardo. A
banda começou há sete anos com o nome Same Joke. Desde a formação
original estão Kennedy (voz e guitarra) e Paulo (baixo). Aos poucos as
coisas foram se acertando e chegamos a essa formação. Em 2007
resolvemos mudar o nome da banda para Zebra Zebra. E estamos
trabalhando para deixar o som cada vez mais profissional e divulgar
cada vez mais o som da banda.
 

 
Vocês tem uma página no MySpace e também um fotolog. Qual a relação da
banda com a internet?

Nos dias de hoje. Uma banda só passa a existir quando disponibiliza
material na internet. Conosco não é diferente. Tentamos atualizar o
fotolog diariamente com novidades. E mantemos um relacionamento legal
com uma galera no Myspace. Junto com o Youtube são as ferramentas da
web que a gente usa pra divulgar o som. Além disso, nós fazemos o nosso próprio Podcast: "Zebra Zebra TV" e disponibilizamos no Youtube, Myspace e Podtv.com.br. Com o lançamento do material novo iremos explorar ainda mais a internet. Disponibilizar
as músicas para download e etc. Por enquanto estamos indo devagar, mas
em breve queremos aparecer um pouco mais na internet.

 
 
Em que estilo vocês classificariam o som que fazem?

A nossa raiz veio do hardcore. Aos poucos a banda foi amadurecendo,
se tornando mais versátil. Aceitando melhor outras influências. Apesar
de parecer vago a gente costuma dizer que o Zebra Zebra é uma banda de
rock alternativo com fortes influências de música brasileira e essas
raiz hardcore que eu citei no começo.
Mars Volta, At the Drive In e Noção de Nada estão ao lado de Jorge
Ben, Chico Buarque nas nossas influências. Temos passagens de samba,
samba-rock, bossa nova nas nossas músicas. É uma mistura danada.

 
 
Atualmente, vocês estão como o single 'Carta Marcada' no TramaVirtual. Como
surgiu esta música?

A música que está no TramaVirtual é uma pré-produção da "Carta
Marcada". Acabamos postando a música apenas para garantir o nosso
registro no site. Com o lançamento do nosso álbum, vamos liberar as
músicas para download por lá.
"Carta Marcada" é uma música crua, direta, daquelas de transpirar. É
um dos nossos cartões de visita no show. Eu costumo dizer que crio
personagens para escrever as letras. E nesse caso a "Carta Marcada" é
a descrição de uma balada no ponto de vista de um junkie.

 
 
Como vocês avaliam a cena underground atualmente?
O underground atual é um underground que faz de tudo para não ser
mais underground. Isso tem seus pontos positivos e negativos.
Positivos porque as bandas se tornaram mais profissionais e estão se
preocupando mais com a produção das músicas e dos shows.
Negativos porque tem muita banda querendo seguir fórmula de sucesso,
repetindo a sonoridade de uma banda que deu certo. Deixa de ser
referência para virar um quase plágio. Falta originalidade muitas
vezes. Isso preocupa. Mas, amém, existem bandas que ainda mantém esse
espírito de fazer algo realmente original.

 
 
Recentemente, a banda realizou a gravação do clipe 'Sobre Mulheres e
Flores', em parceria com a Gasolina Produções. Gostaram do resultado?

Gostamos muito do resultado. O clipe foi um dos prêmios pela nossa
vitória no DEMOFEST 2007, que foi um festival do Governo do Estado de
SP. A gente tinha uma verba X pra realizar o clipe com a Gasolina
Filmes. Decidimos colocar mais dinheiro e fazer um clipe do jeito que
gostaríamos. Eu trabalho na área de cinema e televisão e dirigi o
clipe junto com a Fabia e o Marcelo da Gasolina. Então ficou realmente
do jeito que a gente queria. Gravamos em Santos, no Centro Histórico,
que é um lugar lindo. E conseguimos fazer um roteiro que não soasse
clichê. Vale a pena assistir.
O link: http://www.youtube.com/watch?v=2bhsGFkn5WY

 
 
E o disco de vocês, já estão em processo de gravação?
Estamos gravando o nosso primeiro disco full. Estamos quase
finalizando as gravações. Depois vamos mixar e masterizar. Tudo isso
leva um tempo. Mas o bom é que estamos fazendo com calma. Estamos
gravando em Santos no Estúdio No Name, com a produção do Fabrício,
baixista do Garage Fuzz, que tem nos ajudado muito com a experiência
que ele tem. Serão 13 músicas. E muita surpresa na sonoridade da
banda. Ainda não definimos o título do disco. Mas estamos muito
empolgados com os resultados que estamos alcançando. Estamos fazendo
com calma, porque queremos que seja um disco que daqui a cinco anos ainda
nos deixe orgulhoso.

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Entrevista com Drive-In  escrito em quarta 16 abril 2008 21:40

Blog de newsrock : News Rock, Entrevista com Drive-In

A história já é batida, banda que começa no colégio, com amigos e sem compromisso nenhum, o que eles não esperavam era a proporção que ela futuramente tomaria. Aconteceu com a Drive-In, que depois de uma mudança de formação ocorrida recentemente, conta agora com Gustavo e Bruna no vocal, Thiago e Kenji nas guitarras, Xigato no baixo e Chan na bateria. Em sua nova fase, eles se preparam agora para o lançamento do primeiro clipe e também do DVD da Buda produções em que a Drive-In também faz parte. Confira nossa conversa!


_Como se conheceram e como começou a Drive-In?
O projeto da banda começou ainda no colégio, o Gustavo e o Ricardo (ex-baixista) tinham outra banda, depois nos distanciamos desde que saímos do colégio e essa banda antiga deles acabou, então chamaram eu, o Thiago e o Fabrício (ex-guitarrista) pra fazer a banda (O Drive-In). Ficamos um bom tempo sem nome só ensaiando, foi quando vimos que precisávamos de mais um vocal para fazer o tipo de som que queríamos, depois de alguns testes tanto com homem e mulher a Bruna foi a escolhida.


_Qual a relação da banda com a internet?
A relação é de total interação, hoje pra gente é tudo, o nosso meio de divulgação, a nossa rádio, a nossa TV... Passamos metade do nosso dia na frente do computador atualizando notícias, fotos, fechando shows e etc.

 

_Como foi processo de composição e produção do disco 'Respostas'?
Primeiro de tudo foi a escolha do tema do álbum, estávamos num momento conturbado sem saber o que fazer de nossas vidas, pensando se valia a pena continuar nessa, com brigas e só com fé e dedicação conseguimos continuar, então resolvemos escrever isso nesse álbum. Depois de decidirmos isso, fomos para o estúdio compor, começamos tudo do zero, ficávamos todos os dias trancados no estúdio um mês e meio antes de começar as gravações.


_O Drive - In começou 2008 com alterações na formação original. Aconteceu a saída do Ricardo e do Fabrício e a entrada do Xigato e do Kenji. Como foi essa fase?
Então, foi bem difícil essa fase, foram duas coisas ao mesmo tempo, o Ricardo resolveu sair da banda, pois estava com outros projetos pessoais, já o Fabrício, a banda chegou à decisão de tirá-lo, pois os interesses e ideais não eram os mesmos.


_Quais os shows mais fodas que a Drive - In já fez?
Foi no Inferno aqui em São Paulo em 2007 junto com a banda norte americana Alesana, a primeira vez no Luar, em Itaquera, o último ABC pró HC, onde o público foi demais, e Floripa. Esses shows ficaram na memória.

 
_Como vocês avaliam a cena underground atualmente?

Hoje tem muitas bandas boas, aumentou o número de pessoas que escutam o som e vão aos shows e com isso aumentou o interesse de empresários e produtores em fazer shows, por um lado é bom que tenham shows ótimos acontecendo, mas por outro tem os picaretas que querem tomar proveito da situação.

_Pretendem lançar vídeo clipe, DVD ou coisas do tipo?
Sim, gravamos já nosso primeiro Vídeo Clipe que em um mês provavelmente estará pronto, e participamos do DVD da Buda Produções que em breve também será lançado.

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